A troca de óleo é uma das manutenções mais importantes para a saúde do seu carro, mas ainda gera muitas dúvidas e informações desencontradas.
Saber o que é mito e o que é verdade pode te ajudar a economizar dinheiro e, o mais importante, a proteger o motor do seu veículo.
Tipos de óleo: a escolha certa faz toda a diferença
O óleo lubrificante é o “sangue” do motor. Ele ajuda a reduzir o atrito entre as peças, dissipa o calor e mantém o motor limpo. Existem três tipos principais de óleo, e cada um tem suas particularidades.
Óleo mineral: é o tipo mais básico, produzido a partir do refino do petróleo. Geralmente é mais barato, mas oferece uma proteção mais simples. É indicado para motores mais antigos ou para veículos que rodam pouco.
Óleo sintético: é produzido em laboratório e tem uma composição molecular uniforme. Isso significa que ele oferece uma proteção superior, maior resistência à altas temperaturas e um intervalo de troca mais longo. É a escolha ideal para motores modernos, carros de alta performance ou para quem roda muito na cidade.
Óleo semissintético: é a combinação de óleo mineral e sintético, buscando um meio-termo entre custo e benefício. Ele oferece um desempenho melhor que o mineral, mas não chega ao nível do sintético. É uma boa opção para carros que precisam de uma proteção intermediária.
Intervalo de troca: seguir a recomendação é essencial
O prazo para a troca de óleo é um dos pontos que mais gera confusão. Muitas pessoas seguem apenas a quilometragem, mas outros fatores também precisam ser levados em consideração.
A regra geral é seguir a recomendação do manual do proprietário. Ele dirá a quilometragem ou o tempo máximo entre as trocas, o que vier primeiro.
No Brasil, é comum a recomendação de troca a cada 5.000 ou 10.000 quilômetros, ou a cada 6 meses. No entanto, o tempo pode ser um fator crucial para a validade do óleo, mesmo que o carro não seja muito utilizado.
Como checar o nível do óleo
Checar o nível do óleo é uma tarefa simples que qualquer motorista pode fazer. Acompanhar o nível regularmente te ajuda a identificar possíveis vazamentos e garante que o motor está sempre bem lubrificado.
- Estacione o carro em um local plano. Isso garante uma leitura precisa.
- Aguarde alguns minutos. Deixe o motor esfriar por pelo menos 5 minutos após desligá-lo. Isso permite que todo o óleo retorne para o cárter.
- Localize a vareta do óleo. Ela geralmente tem uma alça de cor vibrante (amarela ou laranja) para ser facilmente identificada.
- Limpe a vareta. Puxe a vareta, limpe-a com um pano ou papel e insira-a novamente até o fim.
- Verifique o nível. Retire a vareta mais uma vez e observe o nível do óleo. Ele deve estar entre as marcações de “mínimo” e “máximo”.
Mito ou Verdade? “Só preciso trocar o óleo se eu rodar a quilometragem recomendada.”
Mito. O óleo lubrificante perde suas propriedades com o tempo, mesmo se o carro ficar parado na garagem. A exposição ao ar e às variações de temperatura causam a oxidação e a degradação do óleo. Por isso, é fundamental respeitar o prazo em meses, mesmo que você não atinja a quilometragem.
Mito ou Verdade? “Posso misturar óleos de tipos diferentes?”
Mito. Misturar óleos com bases diferentes pode comprometer a eficiência da lubrificação e até danificar o motor. Sempre use o tipo e a viscosidade recomendados pelo fabricante do seu carro.
Mito ou Verdade? “Posso completar o óleo com qualquer marca e tipo?”
Mito. Se o nível estiver baixo, complete com o mesmo tipo, marca e viscosidade de óleo que já está no motor. Lembre-se, o ideal é nunca deixar o nível cair. A função do óleo não é ser “consumido”, mas sim lubrificar as peças.
Baixo nível de óleo pode ser um sinal de vazamento ou outros problemas no motor, e é importante procurar um mecânico para verificar.





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